Categoria: CRÕNICAS HISTÓRICAS

outubro 30, 2026 / CRÕNICAS HISTÓRICAS

Perder uma eleição também é um teste de caráter. Em 1955, a resistência à vitória de Juscelino Kubitschek levou o Brasil à beira de uma ruptura. Décadas depois, Jair Bolsonaro, Donald Trump e Flávio Bolsonaro mostraram os perigos da recusa do resultado eleitoral. Outros líderes souberam reconhecer a vitória dos adversários e preservar as regras da disputa. Entre conspirações e gestos de civilidade, uma crônica sobre a elegância de perder – e o compromisso democrático que ela revela.

outubro 18, 2026 / CRÕNICAS HISTÓRICAS

Uma estratégia religiosa que pretende conquistar as principais instituições da sociedade encontrou aliados no trumpismo e em setores do bolsonarismo. Conheça a teologia do domínio, a influência das Sete Montanhas e os riscos de transformar a fé em instrumento de poder político. Onde termina a liberdade religiosa e começa a ameaça à democracia?

outubro 6, 2026 / CRÕNICAS HISTÓRICAS

No Bar do Toninho, conhecido como Ramal 51, uma conversa de sexta-feira reúne certezas sobre trabalho, religião, comunismo e programas sociais. Entre cervejas e mensagens de celular, dificuldades reais encontram culpados prontos. O texto confronta essas falas com dados e mostra como a desinformação ganha a confiança dos amigos, transforma perguntas em ofensas e ocupa lugares antes reservados ao encontro. Uma crônica sobre o país que paga a conta quando a mentira pede outra rodada.

setembro 12, 2026 / CRÕNICAS HISTÓRICAS

Houve um tempo em que petistas, tucanos, conservadores e socialdemocratas discutiam política à mesa e, terminada a discussão, ainda tomavam café juntos. O país nunca foi livre de conflitos, mas o adversário não era necessariamente tratado como inimigo. A polarização afetiva, impulsionada pelas redes sociais e explorada pela extrema direita, atravessou a porta das casas, rompeu amizades e dividiu famílias. Esta crônica procura entender o que perdemos pelo caminho – e se ainda podemos reconstruir a mesa da convivência democrática.

junho 17, 2026 / CRÕNICAS HISTÓRICAS

Em 1869, Dostoiévski criou um personagem incapaz de odiar. O príncipe Míchkin, protagonista de O Idiota, tornou-se um dos maiores símbolos da bondade na literatura universal. Mais de 150 anos depois, sua história continua lançando uma pergunta inquietante sobre nosso tempo: o problema está no homem que preserva a compaixão ou na sociedade que passou a tratar a empatia como fraqueza? Entre Dostoiévski, Hannah Arendt, Edgar Morin e Tony Judt, este ensaio reflete sobre a banalização do sofrimento, a erosão da solidariedade e a crise moral de uma civilização que parece ter desaprendido a reconhecer suas próprias virtudes.

maio 7, 2026 / CRÕNICAS HISTÓRICAS

No dia em que o mundo celebra a derrota do nazismo e a vitória da civilização sobre a barbárie, Djalba Lima completa 69 anos e transforma a data em uma reflexão íntima sobre memória, democracia, humanismo e resistência moral. Uma crônica pessoal sobre envelhecer sem abrir mão dos valores essenciais, em tempos em que a intolerância e o autoritarismo voltam a rondar o mundo.

maio 1, 2026 / CRÕNICAS HISTÓRICAS

Neste 1º de Maio, uma provocação incômoda: e se o excesso de trabalho não for sinal de progresso, mas de atraso civilizatório? Entre o ritmo ancestral de povos do Xingu e a exaustão cotidiana das metrópoles, este artigo questiona o culto moderno à produtividade. Inspirado em Paul Lafargue, Domenico de Masi e Mario Quintana, o texto resgata o “direito à preguiça” como crítica ao trabalho alienado e defesa de uma vida mais equilibrada. Em tempos de jornadas extremas como a “996”, surge a pergunta essencial: estamos evoluindo, ou apenas nos tornando mais cansados?

abril 27, 2026 / CRÕNICAS HISTÓRICAS

Há 81 anos, no subsolo de uma Berlim em ruínas, Adolf Hitler e Eva Braun oficializavam uma união que duraria menos de 40 horas. Enquanto o Holocausto deixava milhões de mortos e o Exército Vermelho cercava a capital alemã, o líder nazista parecia preocupado com outro “pecado”: viver sem casamento. Nesta crônica histórica, o contraste entre intimidade e colapso revela uma das mais perturbadoras inversões morais do século XX – um gesto final que diz muito sobre o fim de um regime e de um homem.

abril 1, 2026 / CRÕNICAS HISTÓRICAS

No dia 1º de abril de 1964, enquanto o golpe militar avançava no Brasil, uma força-tarefa naval dos Estados Unidos deixava Hampton Roads rumo ao Atlântico Sul. A operação, conhecida como Brother Sam, previa apoio logístico e militar aos golpistas, caso houvesse resistência. Documentos desclassificados mostram que navios, combustível, armas e apoio aéreo estavam prontos para entrar em ação. A operação só foi cancelada quando a vitória contra João Goulart já era considerada certa. Este texto reconstrói, com base em arquivos históricos, o momento em que Washington se preparou para sustentar o golpe no Brasil.

março 7, 2026 / CRÕNICAS HISTÓRICAS

A história desmonta um mito confortável: inteligência e erudição não são garantias de consciência moral. No século XX, filósofos, juristas, médicos e cientistas – muitos deles doutores e figuras respeitadas – aderiram ao nazifascismo ou ajudaram a legitimá-lo. De Heidegger a Goebbels, de juristas brilhantes a médicos envolvidos na máquina de morte, o regime encontrou apoio justamente onde se esperava resistência: nas universidades e nos círculos intelectuais. Este artigo revisita essas contradições inquietantes da história e lembra uma lição incômoda: a barbárie nem sempre nasce da ignorância – às vezes nasce do prestígio.