Categoria: OPINIÃO

outubro 20, 2026 / OPINIÃO

Meu voto é só um, mas carrega uma visão de país: democrático, soberano, aberto ao mundo e comprometido com o combate à desigualdade. Aos 69 anos, reafirmo as convicções que orientam minha escolha. Amargura-me a ameaça de retrocessos, mas mantenho viva a esperança em um Brasil mais justo, livre e solidário.

outubro 12, 2026 / OPINIÃO

Tenho orgulho do Brasil – e quero vê-lo mais justo. Um país imenso, plural e democrático precisa de um projeto à altura de sua gente. Entre o espetáculo da motosserra e o compromisso com a inclusão, este artigo defende um Brasil que enfrente seus problemas, reduza a desigualdade e faça sua grandeza chegar à vida de todos os brasileiros.

agosto 30, 2026 / OPINIÃO
julho 22, 2026 / OPINIÃO

No Brasil, defender educação pública, saúde universal, reforma agrária ou melhor distribuição de renda basta para que alguém seja rotulado de comunista. Mas reduzir desigualdades não significa destruir o capitalismo: amplia o mercado consumidor, democratiza a propriedade, aproveita talentos e fortalece as instituições. Enquanto os países nórdicos combinaram prosperidade e proteção social, o Brasil preservou privilégios e quebrou seu elevador social. Ao negar oportunidades à maioria, a elite brasileira acaba enfraquecendo o próprio sistema que acredita proteger.

junho 27, 2026 / OPINIÃO

Os impérios mudaram, mas a disputa pela soberania permanece. Da Roma Antiga à inteligência artificial, a História revela como as grandes potências aprenderam a exercer influência muito além da ocupação militar. Um ensaio sobre poder, autonomia nacional e os novos desafios de um mundo em que a independência pode ser perdida sem que um único soldado atravesse a fronteira.

junho 23, 2026 / OPINIÃO

O que uma política pública adotada para atender dependentes químicos em Amsterdã pode ensinar sobre democracia, polarização e geopolítica? Partindo do conceito de redução de danos, este artigo discute a diferença entre a ética da convicção e a ética da responsabilidade, revisita algumas das grandes conquistas da civilização moderna e propõe uma reflexão sobre o Brasil diante de um mundo cada vez mais complexo e multipolar. Um ensaio sobre prudência, instituições e necessidade de preservar o futuro em tempos de radicalização.

junho 10, 2026 / OPINIÃO

Nem sempre a dominação se impõe pela força. Muitas vezes, ela conquista corações, consciências e identidades. Partindo da Síndrome de Estocolmo, do personagem Stephen em Django Livre e das reflexões de Paulo Freire, Gramsci, Bourdieu e Fanon, este ensaio investiga um dos maiores enigmas da história: por que tantos dominados acabam defendendo a ordem que os oprime? Uma reflexão sobre poder, ideologia, pertencimento e as correntes invisíveis que atravessam séculos.

maio 20, 2026 / OPINIÃO

A ascensão da China, o fortalecimento dos BRICS e a crise da hegemonia americana estão redesenhando a ordem mundial. Nesse cenário, o Brasil pode se afirmar como potência média relevante – ou desperdiçar sua oportunidade histórica mergulhado em radicalizações internas. Este ensaio analisa como a polarização política ameaça reduzir a capacidade estratégica do país justamente quando o multilateralismo e a diplomacia pragmática se tornam mais importantes do que nunca.

fevereiro 9, 2026 / OPINIÃO

Donald Trump se irritou com um show em espanhol. O episódio expôs algo maior: sua visão estreita sobre o que é a América. Este texto resgata a dimensão continental das Américas – sua diversidade cultural, política e histórica. Mostra como os Estados Unidos, ao longo do tempo, tentaram tratar o continente como “quintal”. E lembra o essencial: a América é grande demais para caber em qualquer pretensão imperial.

janeiro 22, 2026 / OPINIÃO

O velho mundo agoniza – e não é metáfora. A ordem internacional construída após a Segunda Guerra Mundial se desfaz diante de nossos olhos. Instituições enfraquecem, regras perdem força e o multilateralismo vira retórica vazia. Em Davos 2026, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, reconheceu esse colapso sem nostalgia. Um século antes, Antonio Gramsci já havia alertado: quando o velho mundo morre e o novo tarda a nascer, surgem os monstros. Este artigo liga esses dois momentos históricos. E pergunta: quem ocupa o vazio quando as regras deixam de valer?