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março 5, 2026 / TRETAS HISTÓRICAS

Em 1953, um governo eleito no Irã foi derrubado por uma operação secreta organizada pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido. O alvo era o primeiro-ministro Mohammad Mossadegh, que havia nacionalizado o petróleo iraniano, até então controlado por interesses britânicos. A Operation Ajax recolocou no poder o xá Mohammad Reza Pahlavi, inaugurando décadas de autoritarismo apoiado pelo Ocidente. Mais do que um episódio da Guerra Fria, o golpe marcou profundamente a memória política iraniana e ajudou a preparar o terreno para a Revolução Islâmica de 1979.

fevereiro 13, 2026 / CRÕNICAS HISTÓRICAS

O “cara de pau” sempre existiu na história brasileira. O que mudou foi seu status: de exceção a método. Nesta crônica histórica e carnavalesca, máscaras antigas e marchinha popular ajudam a explicar como a desfaçatez se normalizou no exercício do poder. Banqueiros etéreos, magistrados de espelho fosco e herdeiros do Estado desfilam como arquétipos de um tempo estranho. Quando a vergonha se aposenta, a máscara vira rosto. E o Carnaval, em vez de acabar, muda de endereço. Uma alegoria do Brasil que insiste em não tirar a fantasia.

fevereiro 9, 2026 / OPINIÃO

Donald Trump se irritou com um show em espanhol. O episódio expôs algo maior: sua visão estreita sobre o que é a América. Este texto resgata a dimensão continental das Américas – sua diversidade cultural, política e histórica. Mostra como os Estados Unidos, ao longo do tempo, tentaram tratar o continente como “quintal”. E lembra o essencial: a América é grande demais para caber em qualquer pretensão imperial.

fevereiro 7, 2026 / ECOS DO TEMPO

Em 1946, a Europa ainda contava mortos, ruínas e silêncios. Foi nesse mundo ferido que Édith Piaf lançou La Vie en Rose. Não como fuga da realidade, mas como insistência humana. A canção não prometia redenção política nem futuro garantido. Prometia algo mais íntimo: o amor como abrigo. Oitenta anos depois, sua força permanece. Porque, entre escombros, amar também é um ato histórico. E heróico!

fevereiro 3, 2026 / ECOS DO TEMPO

Em 3 de fevereiro de 1962, John F. Kennedy oficializou o bloqueio econômico a Cuba. Sessenta e quatro anos depois, a política persiste – agora recrudescida por Donald Trump com restrições ao fornecimento de petróleo. Entre a invasão da Baía dos Porcos, a Crise dos Mísseis e a Guerra Fria, o cerco atravessou décadas sem cumprir sua promessa de mudança política.
A História ajuda a entender por que sanções prolongadas não produzem democracia — apenas escassez, endurecimento e conflito permanente.

fevereiro 2, 2026 / ECOS DO TEMPO
janeiro 22, 2026 / OPINIÃO

O velho mundo agoniza – e não é metáfora. A ordem internacional construída após a Segunda Guerra Mundial se desfaz diante de nossos olhos. Instituições enfraquecem, regras perdem força e o multilateralismo vira retórica vazia. Em Davos 2026, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, reconheceu esse colapso sem nostalgia. Um século antes, Antonio Gramsci já havia alertado: quando o velho mundo morre e o novo tarda a nascer, surgem os monstros. Este artigo liga esses dois momentos históricos. E pergunta: quem ocupa o vazio quando as regras deixam de valer?

janeiro 15, 2026 / TRETAS HISTÓRICAS

O que há em comum entre o Lebensraum de Hitler e o vital space de Trump? Em ambos, o espaço deixa de ser soberania e passa a ser necessidade estratégica. No século XX, a Alemanha nazista chamou expansão de sobrevivência. No século XXI, a força reaparece sob a linguagem da segurança e dos recursos. Groenlândia, Venezuela, zonas de influência: territórios viram ativos. A exceção vira método, o direito recua, a força avança. Como Mussolini, Trump transforma política externa em espetáculo de poder. E a História volta a perguntar: estamos reconhecendo o caminho a tempo?

janeiro 6, 2026 / TRETAS HISTÓRICAS

Intervenções militares raramente cumprem o que prometem. Do Afeganistão à Líbia, do Iraque ao Chile, o saldo histórico é recorrente: Estados desmontados, sociedades fraturadas e democracias adiadas. A retórica muda – segurança, liberdade, valores –, o resultado não. Ao romper o pudor diplomático e falar abertamente em petróleo, Trump apenas expôs o que sempre esteve por trás da força. Diante desse histórico, a pergunta: o que a Venezuela pode esperar no pós-intervenção?

janeiro 3, 2026 / TRETAS HISTÓRICAS