A extrema direita ganha força quando transforma diferenças em ameaças e a dor alheia em motivo de indiferença. A vitória de James Talarico no Texas abre espaço para discutir outro caminho: uma política que aproxima fé, liberdade e justiça social. Em contraste com o projeto das Sete Montanhas do Poder, sua mensagem associa a crença ao cuidado e à convivência democrática. Com o apoio das reflexões de Hannah Arendt sobre o julgamento político, Djalba Lima examina como a escuta e o reconhecimento do outro podem enfraquecer a intolerância.
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Perder uma eleição também é um teste de caráter. Em 1955, a resistência à vitória de Juscelino Kubitschek levou o Brasil à beira de uma ruptura. Décadas depois, Jair Bolsonaro, Donald Trump e Flávio Bolsonaro mostraram os perigos da recusa do resultado eleitoral. Outros líderes souberam reconhecer a vitória dos adversários e preservar as regras da disputa. Entre conspirações e gestos de civilidade, uma crônica sobre a elegância de perder – e o compromisso democrático que ela revela.
Uma estratégia religiosa que pretende conquistar as principais instituições da sociedade encontrou aliados no trumpismo e em setores do bolsonarismo. Conheça a teologia do domínio, a influência das Sete Montanhas e os riscos de transformar a fé em instrumento de poder político. Onde termina a liberdade religiosa e começa a ameaça à democracia?
“Eu sou você amanhã.” O bordão de uma propaganda de vodca virou uma metáfora para os caminhos semelhantes de Brasil e Argentina. Hoje, a experiência argentina volta a provocar uma pergunta: quais escolhas queremos repetir? Entre a queda da inflação, as oscilações da pobreza e as promessas de ajuste radical, o Efeito Orloff convida a examinar quem paga a conta – e o que o Brasil pode aprender antes de escolher seu amanhã.
O Brasil não está dividido apenas por ideias. Está dividido por certezas morais. A partir de A Mente Moralista, de Jonathan Haidt, este artigo investiga por que somos tão rigorosos com os adversários e tão indulgentes com os nossos. Entre o cavaleiro e o elefante, a lupa e o espelho, surge uma pergunta incômoda: usamos a mesma régua moral para julgar quem está do nosso lado?
