Autor: djalba.lima@gmail.com

fevereiro 2, 2026 / ECOS DO TEMPO
janeiro 22, 2026 / OPINIÃO

O velho mundo agoniza – e não é metáfora. A ordem internacional construída após a Segunda Guerra Mundial se desfaz diante de nossos olhos. Instituições enfraquecem, regras perdem força e o multilateralismo vira retórica vazia. Em Davos 2026, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, reconheceu esse colapso sem nostalgia. Um século antes, Antonio Gramsci já havia alertado: quando o velho mundo morre e o novo tarda a nascer, surgem os monstros. Este artigo liga esses dois momentos históricos. E pergunta: quem ocupa o vazio quando as regras deixam de valer?

janeiro 15, 2026 / TRETAS HISTÓRICAS

O que há em comum entre o Lebensraum de Hitler e o vital space de Trump? Em ambos, o espaço deixa de ser soberania e passa a ser necessidade estratégica. No século XX, a Alemanha nazista chamou expansão de sobrevivência. No século XXI, a força reaparece sob a linguagem da segurança e dos recursos. Groenlândia, Venezuela, zonas de influência: territórios viram ativos. A exceção vira método, o direito recua, a força avança. Como Mussolini, Trump transforma política externa em espetáculo de poder. E a História volta a perguntar: estamos reconhecendo o caminho a tempo?

janeiro 6, 2026 / TRETAS HISTÓRICAS

Intervenções militares raramente cumprem o que prometem. Do Afeganistão à Líbia, do Iraque ao Chile, o saldo histórico é recorrente: Estados desmontados, sociedades fraturadas e democracias adiadas. A retórica muda – segurança, liberdade, valores –, o resultado não. Ao romper o pudor diplomático e falar abertamente em petróleo, Trump apenas expôs o que sempre esteve por trás da força. Diante desse histórico, a pergunta: o que a Venezuela pode esperar no pós-intervenção?

janeiro 3, 2026 / TRETAS HISTÓRICAS
janeiro 2, 2026 / OPINIÃO

A democracia é frequentemente acusada de falhar. Mas o que ela realmente promete – e o que nunca prometeu? Este ensaio investiga por que instituições são confundidas com seus ocupantes e como falhas reais são exploradas por projetos autoritários. Da República de Weimar à política contemporânea, o texto mostra como desigualdade, mentira e desalento corroem regimes democráticos. Em 2026, a defesa da democracia exige memória, vigilância e responsabilidade cívica. Porque quando ela cai, o que vem depois não é eficiência – é violência.

dezembro 23, 2025 / CRÕNICAS HISTÓRICAS

Em 1872, um jovem cruza as luzes do Alcazar, casa de espetáculos do Rio imperial, onde música, dança e erotismo elegante conviviam sob a tolerância calculada da Corte. Acredita viver apenas mais uma noite. Não vive. Começa ali uma vida dupla. Amores impróprios, filhos ocultos e um pai austero que observa sem cruzar a soleira. Enviado para fora do Brasil, troca a boemia pelos arquivos, estuda com afinco e aprende a arte paciente da negociação. Anos depois, esse mesmo homem definiria, por tratados e mapas, as fronteiras do país. Tornou-se um estadista. E quando morreu, em 1912, o Brasil parou – literalmente. Até o Carnaval foi suspenso, num gesto raro, talvez único, de reconhecimento nacional.

dezembro 15, 2025 / TRETAS HISTÓRICAS

Há 64 anos, em 15 de dezembro de 1961, chegava ao fim, em Jerusalém, um dos julgamentos mais importantes do século XX: o de Adolf Eichmann, um dos principais organizadores do Holocausto. Após oito meses e mais de cem sessões, o tribunal israelense o considerou culpado por crimes contra o povo judeu, crimes contra a humanidade e crimes de guerra. O processo não julgou apenas um homem, mas expôs ao mundo a engrenagem burocrática do genocídio nazista. Transmitido por rádios, jornais e televisões, o julgamento deu voz às vítimas e sobreviventes. Também inspirou Hannah Arendt a formular o conceito da “banalidade do mal”. Mais do que justiça, o caso Eichmann tornou-se um marco da memória histórica. Um alerta permanente sobre obediência, burocracia e responsabilidade individual.

dezembro 14, 2025 / DITADURA

Em 13 de dezembro de 1968, o Brasil mergulhou oficialmente na ditadura. O Ato Institucional nº 5 concentrou poderes absolutos no Executivo, fechou o Congresso, suspendeu direitos políticos e eliminou garantias fundamentais. Ao impedir o controle judicial e suspender o habeas corpus, o AI-5 institucionalizou a repressão, a censura e a violência de Estado. Nesta matéria especial, Relatos revisita os 57 anos do AI-5 e explica, de forma didática, o que define uma ditadura – e por que lembrar esse período é essencial para a defesa da democracia.

dezembro 12, 2025 / CRÕNICAS HISTÓRICAS

Prometeram sanções globais e intervenção estrangeira. Juraram que o Imperador Laranja viria salvar o dia. Brandiram a Lei Magnitsky como espada sagrada e ameaçaram todo mundo. Chegaram a enxergar porta-aviões no Lago Paranoá. Mas o navio virou miragem. A boia foi recolhida. E o Exército de Brancaleone tropical ficou no barranco. Sem resgate. Sem plano. Só o eco das próprias bravatas e do delírio.