O “cara de pau” sempre existiu na história brasileira. O que mudou foi seu status: de exceção a método. Nesta crônica histórica e carnavalesca, máscaras antigas e marchinha popular ajudam a explicar como a desfaçatez se normalizou no exercício do poder. Banqueiros etéreos, magistrados de espelho fosco e herdeiros do Estado desfilam como arquétipos de um tempo estranho. Quando a vergonha se aposenta, a máscara vira rosto. E o Carnaval, em vez de acabar, muda de endereço. Uma alegoria do Brasil que insiste em não tirar a fantasia.
Categoria: CRÕNICAS HISTÓRICAS
Prometeram sanções globais e intervenção estrangeira. Juraram que o Imperador Laranja viria salvar o dia. Brandiram a Lei Magnitsky como espada sagrada e ameaçaram todo mundo. Chegaram a enxergar porta-aviões no Lago Paranoá. Mas o navio virou miragem. A boia foi recolhida. E o Exército de Brancaleone tropical ficou no barranco. Sem resgate. Sem plano. Só o eco das próprias bravatas e do delírio.
