Houve um tempo em que petistas, tucanos, conservadores e socialdemocratas discutiam política à mesa e, terminada a discussão, ainda tomavam café juntos. O país nunca foi livre de conflitos, mas o adversário não era necessariamente tratado como inimigo. A polarização afetiva, impulsionada pelas redes sociais e explorada pela extrema direita, atravessou a porta das casas, rompeu amizades e dividiu famílias. Esta crônica procura entender o que perdemos pelo caminho – e se ainda podemos reconstruir a mesa da convivência democrática.
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Prometeram sanções globais e intervenção estrangeira. Juraram que o Imperador Laranja viria salvar o dia. Brandiram a Lei Magnitsky como espada sagrada e ameaçaram todo mundo. Chegaram a enxergar porta-aviões no Lago Paranoá. Mas o navio virou miragem. A boia foi recolhida. E o Exército de Brancaleone tropical ficou no barranco. Sem resgate. Sem plano. Só o eco das próprias bravatas e do delírio.
