Depois de mais de uma década de crises políticas, econômicas e institucionais, o eleitor brasileiro parece estar mudando. Em vez de depositar suas esperanças em líderes salvadores, passa a valorizar estabilidade, previsibilidade e segurança para construir o próprio futuro. A partir de dados do Datafolha e das reflexões de Ronald Inglehart, Zygmunt Bauman e Daniel Kahneman, este artigo analisa como a redução das incertezas pode ter se tornado a principal expectativa do Brasil às vésperas das eleições de 2026.
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Nem sempre a dominação se impõe pela força. Muitas vezes, ela conquista corações, consciências e identidades. Partindo da Síndrome de Estocolmo, do personagem Stephen em Django Livre e das reflexões de Paulo Freire, Gramsci, Bourdieu e Fanon, este ensaio investiga um dos maiores enigmas da história: por que tantos dominados acabam defendendo a ordem que os oprime? Uma reflexão sobre poder, ideologia, pertencimento e as correntes invisíveis que atravessam séculos.
