Como se fabrica um monstro


DJALBA LIMA

Jornalista e editor de Relatos
55(61)999379799


Antes dos campos de concentração, houve discursos, promessas, aplausos e acordos. Houve pessoas assustadas com o futuro, ressentidas com o presente e seduzidas pela ideia de recuperar um passado glorioso. Houve também quem reconhecesse a violência, mas a considerasse útil contra seus adversários.

O fascismo e o nazismo não cresceram sem anunciar inimigos nem esconderam todos os seus propósitos autoritários. Seus líderes apresentavam a perseguição como defesa da pátria e a concentração de poder como remédio para a crise. Muitos acreditaram; outros imaginaram que poderiam controlá-los.

Nesta série, Relatos acompanha essa construção em episódios curtos: as condições sociais, as mentiras políticas, as cumplicidades e as decisões que tornaram possível o que parecia impensável. Também examina quem reconheceu, tarde demais, aquilo que ajudara a criar.

Cada episódio termina com uma reflexão contemporânea. O passado não se repete como um roteiro, mas ensina a reconhecer o momento em que uma sociedade começa a aceitar a própria perda de liberdade.

djalba.lima@gmail.com Escrito por:

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