Tag: Política Brasileira

outubro 1, 2026 / DESMISTICANDO

O Brasil não está dividido apenas por ideias. Está dividido por certezas morais. A partir de A Mente Moralista, de Jonathan Haidt, este artigo investiga por que somos tão rigorosos com os adversários e tão indulgentes com os nossos. Entre o cavaleiro e o elefante, a lupa e o espelho, surge uma pergunta incômoda: usamos a mesma régua moral para julgar quem está do nosso lado?

outubro 1, 2026 / TENDÊNCIAS

Em 1996, Raimar Richers me deu um conselho: imite o surfista e prepare-se para a próxima onda. Trinta anos depois, aquela conversa ajuda a compreender o desencontro do PT com uma sociedade que ele próprio ajudou a transformar. Da Revolução Francesa à Primavera Árabe, a história mostra que uma insatisfação legítima pode abrir caminho para resultados indesejados. Diante de uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro, o Brasil precisa examinar o que acompanha a promessa de mudança – e seus riscos para a democracia e a soberania. Antes de subir na próxima onda, convém saber para onde ela vai.

junho 23, 2026 / OPINIÃO

O que uma política pública adotada para atender dependentes químicos em Amsterdã pode ensinar sobre democracia, polarização e geopolítica? Partindo do conceito de redução de danos, este artigo discute a diferença entre a ética da convicção e a ética da responsabilidade, revisita algumas das grandes conquistas da civilização moderna e propõe uma reflexão sobre o Brasil diante de um mundo cada vez mais complexo e multipolar. Um ensaio sobre prudência, instituições e necessidade de preservar o futuro em tempos de radicalização.

novembro 4, 2025 / TRETAS HISTÓRICAS

Em 29 de outubro de 1945, Getúlio Vargas foi deposto sem tiros, sem barricadas e sem insurreição popular — e esse silêncio marca o início de um padrão brasileiro: as grandes rupturas políticas quase nunca nascem das ruas, mas dos pactos de elites que decidem o fim de um ciclo do poder antes que o país perceba. A queda do Estado Novo acontece no mesmo ano em que o boogie woogie chega ao Brasil pelo rádio. O Brasil mudava de regime… ao mesmo tempo em que mudava de ritmo. Getúlio cairia, voltaria eleito em 1951, e deixaria a vida em 1954 – adiando, segundo muitos historiadores, o golpe militar por dez anos.
Neste episódio, Relatos – A Estação da História revisita a cena do Catete, o diálogo final entre Vargas e Cordeiro de Farias, o Queremismo, a Novembrada de Lott e o nascimento de um modelo de ruptura que atravessaria 1954, 1955 e chegaria a 1964. Porque a História brasileira não costuma mudar quando o povo grita – ela muda quando poucos, nos bastidores, decidem. Ouça, reflita e compare.