Meu voto é só um, mas carrega uma visão de país: democrático, soberano, aberto ao mundo e comprometido com o combate à desigualdade. Aos 69 anos, reafirmo as convicções que orientam minha escolha. Amargura-me a ameaça de retrocessos, mas mantenho viva a esperança em um Brasil mais justo, livre e solidário.
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Tenho orgulho do Brasil – e quero vê-lo mais justo. Um país imenso, plural e democrático precisa de um projeto à altura de sua gente. Entre o espetáculo da motosserra e o compromisso com a inclusão, este artigo defende um Brasil que enfrente seus problemas, reduza a desigualdade e faça sua grandeza chegar à vida de todos os brasileiros.
Quem tem reservas pode esperar a crise passar. Quem precisa de comida, trabalho ou tratamento enfrenta outros prazos. A partir da advertência de Keynes e das reflexões de Tony Judt, o artigo apresenta dez confrontos entre as promessas do liberalismo econômico e a experiência brasileira. Da infância ao saneamento, mostra por que o mercado precisa de políticas públicas para transformar crescimento em desenvolvimento – e examina as escolhas econômicas de Lula e Flávio Bolsonaro.
No Bar do Toninho, conhecido como Ramal 51, uma conversa de sexta-feira reúne certezas sobre trabalho, religião, comunismo e programas sociais. Entre cervejas e mensagens de celular, dificuldades reais encontram culpados prontos. O texto confronta essas falas com dados e mostra como a desinformação ganha a confiança dos amigos, transforma perguntas em ofensas e ocupa lugares antes reservados ao encontro. Uma crônica sobre o país que paga a conta quando a mentira pede outra rodada.
No Brasil, defender educação pública, saúde universal, reforma agrária ou melhor distribuição de renda basta para que alguém seja rotulado de comunista. Mas reduzir desigualdades não significa destruir o capitalismo: amplia o mercado consumidor, democratiza a propriedade, aproveita talentos e fortalece as instituições. Enquanto os países nórdicos combinaram prosperidade e proteção social, o Brasil preservou privilégios e quebrou seu elevador social. Ao negar oportunidades à maioria, a elite brasileira acaba enfraquecendo o próprio sistema que acredita proteger.
A democracia é frequentemente acusada de falhar. Mas o que ela realmente promete – e o que nunca prometeu? Este ensaio investiga por que instituições são confundidas com seus ocupantes e como falhas reais são exploradas por projetos autoritários. Da República de Weimar à política contemporânea, o texto mostra como desigualdade, mentira e desalento corroem regimes democráticos. Em 2026, a defesa da democracia exige memória, vigilância e responsabilidade cívica. Porque quando ela cai, o que vem depois não é eficiência – é violência.
