Quem tem reservas pode esperar a crise passar. Quem precisa de comida, trabalho ou tratamento enfrenta outros prazos. A partir da advertência de Keynes e das reflexões de Tony Judt, o artigo apresenta dez confrontos entre as promessas do liberalismo econômico e a experiência brasileira. Da infância ao saneamento, mostra por que o mercado precisa de políticas públicas para transformar crescimento em desenvolvimento – e examina as escolhas econômicas de Lula e Flávio Bolsonaro.
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Enquanto o mundo celebrava o triunfo do mercado e o fim das grandes disputas ideológicas, o historiador britânico Tony Judt enxergava sinais de uma crise silenciosa: o avanço da desigualdade, a erosão da solidariedade e o enfraquecimento da democracia. Neste perfil da seção Personagens, Relatos apresenta a trajetória e o pensamento de um dos intelectuais que melhor compreenderam as fragilidades do século XXI – e cujas reflexões se mostram hoje mais atuais do que nunca.
