Durante décadas, o chamado “milagre econômico” foi apresentado como prova da eficiência administrativa da ditadura militar. Mas o crescimento brasileiro foi realmente excepcional ou fez parte de um ciclo de prosperidade que impulsionou diversas economias no pós-guerra? Este artigo analisa o legado econômico do regime, confrontando o mito da boa gestão militar com os números da inflação, da dívida externa, da desigualdade e da crise que marcou seus últimos anos. Mais do que revisitar um período da história, propõe um critério simples para avaliar qualquer governo: não pelos anos de bonança, mas pelo país que deixa às gerações seguintes.
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Cassado, monitorado pelo SNI e pelo CIEx e cercado por suspeitas que atravessam décadas, Juscelino Kubitschek continuou sendo tratado pela ditadura militar como uma ameaça estratégica ao regime. Este artigo analisa por que o ex-presidente simbolizava algo profundamente perigoso para a linha-dura: a memória de um Brasil democrático, otimista e legitimado pelo voto popular. Entre documentos de vigilância, Operação Condor, Frente Ampla e novas suspeitas sobre sua morte, emerge uma questão inquietante: JK era o maior alvo da ditadura exatamente porque representava sua maior ameaça política.
